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segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

E se um algoritmo pudesse descobrir a cura para o SARS-CoV-2?

 

Inteligência artificial (IA) é um conceito que cada vez mais está presente nas nossas vidas. Todos os dias vários aspetos do nosso quotidiano são influenciados por algoritmos de inteligência artificial, muitas das vezes sem nos apercebermos. Por exemplo, sempre que usamos serviços como Netflix, YouTube, Spotify, HBO, Amazon, entre muitos outros que existem, o sistema de recomendações destes serviços foi desenhado com base em sistemas de inteligência artificial.

Sempre tive um grande interesse pela área da tecnologia, embora nunca tivesse investigado muito sobre inteligência artificial. Apenas há cerca de um ano é que comecei a demonstrar mais interesse nesta área, quando me foi oferecido o livro: A Revolução do Algoritmo Mestre. Um livro que aborda a inteligência artificial e a descoberta de um super algoritmo de aprendizagem automática, evidenciando não só as suas vantagens, como também as suas desvantagens.

A Revolução do Algoritmo Mestre, é uma obra da autoria de um professor e investigador português em Ciências da Computação na Universidade de Washington. Este livro é um dos dois livros que Bill Gates recomenda a qualquer pessoa interessada em inteligência artificial. Pedro Domingos refere que o mundo será muito diferente após a descoberta do super algoritmo, a que chama de algoritmo mestre, vai ser possível fazer coisas que hoje não são possíveis fazer. Sendo uma delas curar o cancro. Pedro Domingos numa entrevista ao Observador diz que os Algoritmos não substituem os médicos, mas vão torná-los mais poderosos. [1]

Recentemente em março de 2020, um algoritmo desenvolvido pelo MIT descobriu um antibiótico que consegue destruir um germe sem cura. Segundo uma notícia da Visão, a 17 de março do mesmo ano, equipas do MIT, de Harvard e do CSAIL anunciaram que foi possível descobrir um antibiótico com propriedades curativas inéditas, através de um sistema de aprendizagem profundo.

Outro caso de um algoritmo de inteligência artificial que está a ser usado na área da saúde, neste caso, no combate à covid-19, anunciado há cerca de um mês e meio, refere que uma equipa de investigadores do MIT desenvolveu um sistema de inteligência artificial capaz de identificar pessoas infetadas com a covid-19 pelo som da tosse, mesmo em doentes assintomáticos. Os testes desenvolvidos ao algoritmo tiveram uma taxa de sucesso de 98.5% em casos confirmados e em doentes assintomáticos, a fiabilidade dos resultados foi de 100%.

Concluindo, há muitos outros projetos com aplicações na saúde a serem desenvolvidos a nível mundial, quer por Universidades, quer por empresas. Acredito que, até já esteja a ser desenvolvido ou até mesmo usado um algoritmo que possa permitir descobrir uma cura eficaz para o SARS-CoV-2. 

Nada é impossível até que se prove o contrário.

 

Referências:

[1] Observador. Observador On Time. Acedido em dezembro de 2020 em https://observador.pt/especiais/a-entrevista-ao-portugues-que-bill-gates-recomendou-e-que-diz-que-os-algoritmos-vao-curar-o-cancro/

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Conforto, o maior inimigo do progresso

 

Quem não gosta de se sentir confortável?! Verdade todos nós gostamos de nos sentir confortáveis, de não termos preocupações, de não corrermos riscos ou de não estarmos stressados. Mas, muitas vezes vamos ter que sair da nossa zona de conforto para conseguir alcançar novos objetivos e conseguir progredir. Muitas vezes vai ser um grande sacrifício, mas que mais tarde ou mais cedo acaba sempre por ser recompensado.

Se recuarmos na história mundial todos os grandes progressos obtidos devem-se à “coragem” que as pessoas tiveram em sair da sua zona de conforto. Por exemplo, a descoberta da roda foi provocada pela necessidade que os oleiros tinham em ter um mecanismo que os ajudasse a moldar o barro, tornando a tarefa mais fácil e confortável, que permitiu também uma grande evolução ao nível dos transportes. Outro grande exemplo o 25 de Abril de 1974 em que a população portuguesa não estava de todo contente com a situação política e social e resolveu sair à rua e deu-se a revolução de abril, que pôs fim ao regime salazarista e que acabou por ser instaurado um regime democrático, o que foi um grande progresso a nível da liberdade, da cultura e da qualidade de vida dos Portugueses.

Todos os dias somos desafiados a ser como os capitães de abril, conseguir sair da nossa zona de conforto, sair da nossa gaiola e descobrir o que ainda não descobrimos, todos os dias temos que nos levantar com a ideia de que se sairmos da nossa zona de conforto podemos alcançar novos objetivos e chegar onde ainda mais ninguém chegou. Temos que ser capazes de fugir da nossa rotina, sair da caixa em que vivemos e pensarmos de forma diferente, de forma inovadora é assim que surge o progresso.

Temos que começar a deixar de associar a nossa “zona de conforto” a sensações agradáveis, a uma situação que é boa, temos que começar a pensar que a sensação de sair da nossa zona de conforto pode ser muito mais agradável, porque não há melhor sensação que fazer um xeque-mate e conseguirmos alcançar os nossos objetivos, conseguirmos progredir na escada da vida. Estarmos na nossa zona de conforto é mantermos um determinado hábito em termos de comportamentos e/ou pensamentos que não causa qualquer tipo de medo, ansiedade ou risco. Mas será que se vivermos sempre dentro da nossa zona de conforto nos vai dar algum tipo de progresso?!