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segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Preguiça vs Motivação

    Nos últimos meses vivemos “presos”, estamos em tempo de pandemia e o local mais seguro onde podemos estar é nas nossas próprias casas.

    A nossa casa transmite-nos sensações positivas tais como conforto, bem-estar, tranquilidade e segurança. No entanto estar 24 horas por dia, 7 dias por semana em casa pode causar dois tipos de sensações: pode tornar-se aborrecido e cansativo, ou por outro lado bastante agradável e motivacional.

    Em tempos de pandemia o tempo livre das pessoas aumentou. O trânsito, os almoços demorados, os convívios e festas entre muitas outras atividades diminuíram radicalmente nas vidas de cada um, adicionando as pessoas horas livres, ou seja, horas onde o indivíduo não tem qualquer tipo de atividade para fazer.

    Este tempo livre acrescido, pode, tal como a permanência excessiva em casa, causar aborrecimento ou por outro lado motivação e felicidade, dependendo de cada pessoa e da sua personalidade.

    Numa primeira perspetiva, o tempo extra e a prolongada estadia em casa podem causar preguiça. A preguiça é inimiga de produtividade, existe uma falta de disposição por parte do individuo para realizar as suas tarefas. Este sentimento acentua-se quando a atividade não é do interesse do sujeito.

    Por outro lado, numa segunda perspetiva, passar o dia em casa e ter muito tempo livre pode causar o sentimento inverso, a motivação. Com motivação as diversas tarefas são feitas com mais empenho e de maneira mais eficiente. Com mais tempo o sujeito pode realizar outras atividades do seu agrado, disfrutando de momentos de lazer para si próprio. Esta motivação pode surgir pelo facto do indivíduo se sentir bem com o ambiente ao seu redor.

    Em suma, as duas sensações que podem ser causadas pela vida que vivemos atualmente estão diretamente relacionadas com a criatividade de cada pessoa. Quanto mais criativa mais ideias têm, com essas ideias as pessoas descobrem novos gostos e novas paixões, fazendo algo que gostam, desta maneira o sentimento de preguiça, cansaço e falta de proatividade vai desaparecendo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Dependência Tecnológica

Tem noção de quanto tempo passa agarrado ao seu telemóvel por dia?

Tem noção de quantas pessoas sofrem acidentes automobilísticos devido a utilização do telemóvel?

Na nossa sociedade, as novas tecnologias têm ganho cada vez mais importância, quer seja pelo trabalho profissional que exige que os trabalhadores estejam mais tempo contactáveis, quer seja pelo prazer que a utilização das mesmas transmite.

Durante este tempo de quarentena comecei a reparar no tempo que passava em contacto com as novas tecnologias principalmente ao telemóvel e ao computador. Neste período, fui obrigado a passar quase o dia inteiro ao computador pois era a partir dele que fazia todas as minhas atividades sejam elas académicas ou de lazer.

O desenvolvimento tecnológico veio permitir adaptar as interações sociais e culturais que tínhamos anteriormente, uma vez que apresentamos um novo modo de vida que deriva da situação pandémica.

Por outro lado, a utilização descontrolada sobre estas tecnologias pode gerar consequências negativas, como por exemplo o vício. A problemática, vício, é caracterizada por uma prática de atos repetitivos, enraizados e habituais que se tornam dependência. Mas a verdadeira questão é: Quando é que o uso das tecnologias se transforma em vício? A chave da questão diz respeito à dependência, pois, a partir do momento que o uso da tecnologia afeta e condiciona tarefas, compromissos e o modo de vida de um individuo, este torna-se dependente, denominando-se assim de vício.

Ao informar-me mais sobre o assunto percebi que a grande maioria dos indivíduos que sofre deste vício, cresceram num ambiente, rotina e cultura onde as novas tecnologias apresentavam um papel fundamental nas tarefas. Assim, o contacto com aparelhos como tablet, telemóvel e televisão, é muito prematuro, o que faz com que o uso dos mesmos seja um ato tao banal que poderá levar a um uso excessivo.

Noutra perspetiva a quantidade de atividades e conteúdo de lazer disponível nos diferentes aparelhos tecnológico, gera uma sensação de constante satisfação em diversos níveis, o que poderá gerar aos utilizadores uma dificuldade de se desligarem deste mundo tecnológico.

            Por fim, as novas tecnologias vieram permitir um desenvolvimento mundial nas suas diferentes vertentes, e o usufruto das mesmas trazem inúmeras vantagens para cada individuo, família, país e mundo. Contudo, e baseando-me numa velha expressão do povo, “nem 8, nem 80”, o que significa que com o uso excessivo das tecnologias, as vantagens rapidamente se traduzem em desvantagens originando problemas graves para o individuo e para aqueles que o rodeiam.